A segunda temporada de “Salem” (2015)

 

“The Witching Hour”

E vamos comemorar mais um HALLOWEEN. Recentemente eu assisti à segunda temporada de “Salem”, essa série que eu virei fã logo que vi o piloto. É uma série antiguinha, que eu comecei a acompanhar anos depois da sua estreia, e, este ano, para a postagem especial de Dia das Bruxas, eu resolvi trazer uma review sobre a segunda temporada. Dessa vez, decidi que não faria review de cada um dos episódios como fiz com a primeira temporada, pois esse será um texto com as minhas impressões sobre a temporada como um todo. Nem sei se tenho tantas coisas a dizer assim além de “gostei do que assisti”. Creio que terei poucas críticas negativas, eu gosto da série e ela ganha novos ares nesta temporada, um tom mais bizarro (rs), é verdade, que não chega a me incomodar, e que talvez eu nem saiba explicar, mas que visivelmente destoa do tom que me parece mais sério na primeira temporada.

Aqui, novos desafios aguardam Mary Sibley enquanto ela precisa enfrentar todos eles para não perder a influência e o poder de manipulação sobre Salem, e Janet Montgomery continua espetacular interpretando sua poderosa protagonista bruxa. Logo no começo da temporada, Mary descobre que seu filho com John Alden não morreu, mas que as anciãs estavam com a criança, na intenção de usá-la para manipular Mary e fazer com ela faça tudo o que elas querem em relação a destruir Salem, e também para que ela não se distraia com o amor que sente por John e coloque todos os planos do coven a perder, se ela falhar, não terá seu filho de volta. Por outro lado, quem também não morreu foi John Alden, que mais uma vez foi salvo pelos nativos e, agora, tem uma proteção espiritual dada pelos mesmos para acabar com as bruxas, de quem está com muito ódio porque Mary o enganou escondendo dele a verdadeira identidade.

Quanto a Cotton Mather, ele continua depressivo pela morte de Gloriana, e é impedido pela igreja de retornar a Salem, já que não fez um bom trabalho como reverendo e ainda tem a investigação sobre a morte suspeita do pai, o odioso puritano Increase… isso também o deixa depressivo. Então, Cotton segue aprisionado em Boston. Já Anne Hale ainda luta contra o fato de que é uma bruxa pertencente a mais antiga e alta linhagem. Ela não quer fazer parte desse mundo e renuncia qualquer envolvimento com o sobrenatural. Então, Anne tem uma longa jornada de aprendizado e aceitação pela frente. Também temos a Mercy, que resolve vir do inferno com seu exército para realizar um sonho antigo: derrotar Mary e assumir o poder em Salem. Ela resolve iniciar uma guerra por esse poder que virou uma espécie de obsessão pra ela. Pobre Mercy, ela me parece patética!

Essa fixação de Mercy me cansa um pouco, acaba deixando de ser interessante porque ela não chega a lugar nenhum com isso… e ela até desaparece em alguns momentos nessa temporada (hahahahaha). Mas antes, ela é rejeitada pelas anciãs para ser a mais poderosa bruxa, e isso faz com que ela e seu coven matem as bruxas caquéticas (hahahahaha). Acredito que isso seja o que ela faz de mais uau! nessa temporada. Naturalmente, Mary se vinga dela por ter matado as anciãs, ateando fogo em Mercy e nas suas discípulas, e elas viram torresmo à pururuca (hahahahaha). Porém, Mercy sobrevive e, com uma aparência que é um verdadeiro nojo, ela quer vingança contra Mary. E é claro que eu não deixaria de falar da Tituba, uma das minhas bruxas favoritas da série. Nessa temporada, ela continua na condição de serva de Mary Sibley, embora nem sempre seja leal, e é esse fato que deixa a personagem interessante.

Tituba tem seus próprios interesses, e em alguns momentos ela pode tanto ser aliada como inimiga de Mary. Ela tem sua sagacidade, sua forma de agir nas sombras enquanto observa os melhores momentos para dar seus passos. É ela quem impede John de continuar com sua caça às bruxas e o deixa aprisionado por um bom tempo, querendo até usar o corpinho gostoso dele em alguns momentos (safadinha hahahahaha), porque ela quer que eles se unam para, juntos, dominarem Salem e destruírem os puritanos e as bruxas que convém, por quem ela está se sentindo traída (hahahahaha). Quanto aos inimigos de Mary, nessa temporada nós temos uma à altura da protagonista, a Condessa Ingrid Palatine Von Marburg, que chega a Salem, junto com seu filho gostoso, Sebastian, que se apaixona por Mary – nossa, ele é lindo pra kralho –, para medir forças com Mary e atrapalhar muitos de seus planos. Ela é uma verdadeira pedra no sapato para Mary.

Interpretada pela nossa adorada Lucy Lawless, a inesquecível “Xena: A Princesa Guerreira”, Marburg é uma das últimas bruxas de uma poderosa linhagem de bruxas alemãs, uma verdadeira vilã que se banha no sangue de inocentes porque acredita que isso a deixa mais jovem. E ela está disposta a passar com tudo por cima das bruxas de Essex, o coven do qual as bruxas de Salem fazem parte. Enxergando que Mary é a voz de Sibley na comunidade, ela mata o velho para que Mary fique desamparada e sem poder na igreja, já que George Sibley era sua ferramenta para manipular os puritanos – bem, eu já estava esperando aquele velho seboso morrer faz tempo (hahahahaha). Marburg quer Mary a seus pés. E as duas vão protagonizar grandes embates para ver quem tem mais poder, e você fica torcendo pelo próximo, porque é uma disputa maravilhosa de acompanhar, já que ambas são bruxas muito poderosas e cheias de sagacidade.

Outra bruxa que também está desamparada, após a morte dos pais nos eventos do fim da temporada passada, é Anne Hale, que precisa lidar com a chantagem do vilão Hathorne, o novo magistrado de Salem. Ele quer se casar com ela para obter mais prestígio, status e riqueza na comunidade, além de, claro, não ser nenhum sacrifício se casar com a bela Anne. Hathorne usa de chantagem para tentar conseguir êxito em seu plano: ou ela se casa com ele ou será investigada por bruxaria, e ele tem poder pra isso. Aconselhada por Mary, Anne tem duas saídas: 1) enfeitiçar Cotton Mather para que ele se apaixone e se case com ela; 2) Se casar com o próprio nojento do Hathorne para ser protegida por um homem, porque as mulheres sabem que precisam do prestígio de um casamento para se livrar de ameaças… e Hathorne tem poder para protegê-la. Assim, Cotton e Hathorne viram grandes rivais pelo coração de Anne.

Anne opta por enfeitiçar Cotton, porque ela já é apaixonada por ele, e Mary promete ajudá-la se ela lhe contar tudo o que sabe sobre a Condessa Marburg, com quem Anne teve um encontro em Boston. A Condessa já falhou uma vez em concluir o Grande Rito, mas dessa vez ela fará de tudo para que o Diabo governe com poder absoluto, e é em Salem que está a peça fundamental para isso, uma peça que está ligada à Mary Sibley. Para saber mais sobre sua nova rival, Mary traz Increase da morte para servi-la. E ele, numa espécie de fantasma/morto-vivo, pode contribuir muito para que ela tenha vantagens sobre a Condessa, porque a nova vilã já foi sua grande inimiga. No passado, Increase chegou a matar a Condessa em mais uma de suas perseguições contra bruxas, e é através dele que Mary consegue obter a informação de onde se encontra o caixão com o corpo original da inimiga, porque é destruindo esse corpo que ela conseguirá destruir a poderosa rival.

Eu achei uma ideia maravilhosa trazerem de volta Increase Mather. Ele foi o grande inimigo de Mary na temporada passada, e tê-lo de volta, ainda que por pouco tempo, nos fez matar a saudade desse vilão espetacular. A Condessa Marburg já assumiu vários corpos ao longo da vida, mas o mais importante deles é o original, que contém sua alma e que está dentro de um caixão no barco em que ela vive em Salem, é disso que Mary precisa para colocar um fim na bruxa inimiga. Nessa temporada, o grande desafio da nossa bruxa protagonista é impedir que Marburg consiga capturar seu filho e usar a criança para trazer de volta o senhor das trevas através dela. O filho de Mary Sibley nasceu para ser o receptáculo do senhor das trevas, e a Condessa quer sacrificá-lo para concluir o Grande Rito que ela não foi capaz de realizar no passado. Para isso, ela vai contar com a ajuda de Mercy, que é capaz de tudo contra Mary.

Voltando um pouquinho aos novos personagens dessa temporada, outro com grande destaque é Samuel Wainwrigth, um médico muito do tesudo (rs) que chega em uma Salem dominada pela peste e com quem Mary acaba tendo um romance – sorte a dela (hahahahaha). Ele é um homem da ciência, que acaba roubando o malum que estava com Cotton e que, com mais algumas informações adquiridas através de Isaac, chega à conclusão de que Mary é a responsável pela peste que está assolando a cidade ao descobrir que ela é uma bruxa. Samuel conta para ela tudo o que descobriu, mas também revela seu pensamento a respeito das bruxas: mulheres que são verdadeiras cientistas avançadas – tirando toda a fantasia da série, não seria realmente isso o que as bruxas representam de verdade? Sempre foram grandes mulheres cheias de inteligência, muito conhecimento e sabedoria. Elas sempre arrasaram!

Então, o Dr. Gostosão (rs), ops!, Samuel Wainwright se oferece para aliar-se à Mary em seus planos de acabar com os puritanos. Assim, a tensão sexual entre eles explode e eles transam, numa cena bem criativa que mistura sexo e muita magia quando Mary compartilha parte de seus poderes com ele através do ato sexual. Porém, depois de ver os dois transando, os dias do Dr. Wainwright estão contados, porque completamente apaixonado por Mary, e com ciúmes, posteriormente, Sebastian elimina o rival. Depois de descobrir que Tituba sabia dos planos de sacrificar seu filho para trazer o senhor das trevas de volta, Mary está se sentindo traída e as duas brigam. Então, Mary também descobre que John está vivo e sob o domínio de Tituba. Ela confessa para ele que é uma bruxa, que tiveram um filho e que a criança está sob ameaça de ser sacrificada. Além de tudo isso, ela também revelar os motivos que a fizeram se tornar uma bruxa – primeira temporada.

Com isso, John Alden aceita ajudá-la a salvar a criança, ele já está sendo movido por um instinto paternal pelo filho que ele acabou de descobrir que tem. Aqui, já estamos caminhando para o final da temporada, e a série ganha mais agilidade, e os quatro últimos episódios estão mais interessantes incluindo reviravoltas. Depois de salvar Cotton de ser assassinado pelos homens de Hathorne, John precisa do amigo para exorcizar o filho que já está possuído pelo mal que a Condessa colocou dentro dele. Mas antes, numa tentativa de fazer Anne se casar com ele, Hathorne conta para ela que Cotton está morto, mas o próprio Cotton aparece, desmascara o vilão e se casa, às pressas, com Anne, para livrá-la de uma vez das investidas do novo magistrado de Salem. Em seguida, ele parte para a missão de salvar o filho de John e Mary. Há uma grande batalha pela frente.

Quando Mary encontra o primeiro corpo da Condessa, ela tenta uma manobra arriscada que pode fazer com que as coisas fiquem ainda pior: devolver o corpo cadavérico em troca do filho – gente, o corpo caquético da Condessa é muito engraçado, parece um boneco velho de halloween (hahahahah). Porém, Mary e John conseguem recuperar a criança quando Mary põe fogo no corpo e a Condessa se dispersa para salvar a si mesma. Aliado de Marburg, Hathorne prende Mary pelos crimes de adultério e fornicação, declarando que Sebastian testemunhou ter visto ela receber o Dr. Wainwright em seu leito conjugal. E ela passa por momentos de humilhação em público quando o magistrado incita Salem contra ela. Mas Marburg paga pela liberdade de Mary, porque precisa dela no ritual final para trazer o senhor das trevas. Mary Sibley é essencial para o grande momento.

Durante o exorcismo do pequeno John, John e Cotton lutam para salvar a criança. Então, temos uma típica de cena de exorcismo, com a criança se contorcendo, sofrendo, o diabo tentando enganar através dela e tudo se tornando muito mais complexo do que aparentava ser, colocando a vida do pequeno John em risco. Para salvar a criança, após Marburg descobrir o paradeiro de onde estão poderes que a conectam a John, Cotton foge enquanto John fica para lutar contra Sebastian e seus homens… e o pequeno John é entregue aos cuidados de Anne, que surge na floresta, para que Cotton possa retornar e lutar ao lado do amigo. Sebastian está prestes a matar seu maior rival para ficar com Mary, mas John usa a magia dos nativos para escapar da morte. Depois, numa das grandes reviravoltas da temporada, descobrimos que Anne é filha da Condessa Marburg, e a bruxa alemã ameaça matar Cotton se ela não lhe entregar a criança.

Revelação de novela mexicana (hahahahahahahahah).

Priorizando o homem que ama, Anne entregará o pequeno John para a mãe que a quer como sua herdeira. Quando John revela para Cotton que Anne é uma bruxa, ele não quer acreditar, mas é obrigado a aceitar os fatos quando investiga e presencia ela usando de bruxaria. Assim, a relação sofre um abalo. É demais para Cotton que tenha se casado com uma bruxa. Logo, ele quer revelar para toda a Salem a verdadeira identidade dela, e Anne é obrigada a usar seus poderes para impedi-lo. Após tanto recusar suas origens, ela finalmente ascendeu como bruxa e está certíssima em querer salvar sua pele. Sinto muito Cotton, gosto muito de você e sei que temos muitas camadas cheias de complexidade nessa situação, mas estou do lado das bruxas (rs).

Depois que tudo está pronto para o grande momento de trazer o senhor das trevas de volta, através do pequeno John, Marburg precisa que Mary recite algumas palavras para concluir o ritual, e ela se recusa. Mary está sofrendo muito com a possibilidade do filho ser o receptáculo para o senhor das trevas. É um momento de muita agonia, medo, aflição e angústia – aliás, essa é uma temporada em que Mary Sibley está mais vulnerável diante dos inimigos, mais fragilizada e sendo obrigada a lidar e encarar suas fraquezas. Aqui, nossa protagonista está tirando suas camadas e revelando muito mais fragilidades psicológicas e sentimentais do que na temporada passada. E Janet Montgomery arrasa. Mary recusa contribuir, mas sua declaração de amor ao filho é o suficiente para o ritual, e quando o mal está para assumir o controle, John atira no próprio filho tentando impedir que ele viva nas trevas…

Mas de nada adianta. Está feito. O senhor das trevas está no controle.

No episódio final, “The Witching Hour”, Mary não acredita mais que possa haver salvação para o filho, porque já não é mais ele quem está naquele corpo de criança. Depois, o senhor das trevas castiga algumas bruxas por coisas que elas cometeram e não lhe agradaram: Ele arranca um dedo de Mercy, que, apaixonada por Sebastian e desprezada por ele, também é desprezada pela Condessa quando a enfrenta cobrando que ela cumpra com o prometido de fazer dela uma nobre se casando com Sebastian (bem feito). Em seguida, Tituba tem uma morte horrível ao ser atacada por corvos, eles até comem seus olhos. O senhor das trevas quer se casar com Mary – o que é bizarro porque ele está assumindo o corpo do filho dela –, mas ela rejeita qualquer devoção que ele tenha por ela. Mais adiante, Mary e a Condessa têm um embate maravilhoso dentro da igreja após trocarem farpas.

Mary já não tem mais nada a perder, ela perdeu o filho e acredita que também perdeu John. A protagonista chega ao fim da temporada completamente acabada, destruída, desmoralizada e sem forças e sem motivos para viver. Então, ela usa seus poderes para atear fogo no prédio, e voa pra cima da Condessa para lhe dar umas porradas e bofetadas – tá, esse momento me fez rir, eu lembrei da surra da Maria Clara na Laura – Malu Mader e Cláudia Abreu), na novela “Celebridade”. (hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah) Contudo, é Anne quem aparta a briga das duas quando faz chover dentro da igreja e apaga todo o fogo – achei a Anne a maior estraga prazeres (hahahahahah). Sai daqui, sua chata (hahahaha).

Quando Cotton confessa que ama Anne, apesar de tudo, ele está disposto a seguir com ela caso ela vá embora com ele e abandone sua vida de bruxa. Mas ela decide ficar porque não quer viver a sombra de um homem e sabe que será mais útil ficando do que indo embora, casada com ele – mas eu não tenho a menor sombra de dúvidas quanto a isso. Boa, Anne! Ela agora é uma bruxa que abraçou suas sombras e não aceitará seguir a vontade de um homem, e é maravilhoso ver a evolução dela depois de todo esse drama de aceitar quem realmente é. Anne cresce muito nessa temporada. Assim, o confronto entre eles é inevitável. Ele não consegue aceitar que ela seja uma bruxa, que o tenha enganado e que tenha entregado a criança em troca de sua vida, e o golpe final vem quando ela revela que o enfeitiçou para acelerar a paixão dele por ela.

Cotton está magoado e decepcionado, porque ela tirou dele a liberdade de amar e de desenvolver por ela o amor que já sentia desde que a conheceu. Então, também para protegê-lo dele mesmo, acreditando estar fazendo a coisa certa, ela faz o que eu jamais imaginei que ela fosse capaz de fazer: Anne paralisa Cotton e enfia dentro dele seu familiar (o rato), tal qual Mary fez com George Sibley na temporada passada. Agora, ela vai manipular Cotton sem que ele consiga reagir e dizer uma palavra sequer.

Isso realmente me surpreendeu. Eu fiquei CHO – CA – DO.

Desprezada pelo senhor das trevas, a Condessa ordena que Sebastian mate Mary para tirá-la de seu caminho, e que traga seu sangue como prova, porque ela quer ser a que irá governar as trevas ao lado de seu senhor. Porém, naturalmente, Sebastian não consegue matar a mulher que ama. Ele a leva para a floresta e tira uma quantia suficiente do sangue de Mary para enganar a mãe, mas a liberta para seguir seu caminho ao lado de John Alden. Então, Mary encontra John desacordado e praticamente morto, e ela dá seu sangue para ele beber e voltar à vida. Quando Marburg inventa para o senhor das trevas que Mary tirou a própria vida, ele acaba matando-a no melhor estilo mortes de “American Horror Story”: várias punhaladas no coração, sangue pra todo lado e muito horror. É uma morte bem grotesca. Então, sempre em segundo plano na vida da mãe, e muito humilhado por ela como se fosse um nada, Sebastian se recusa ajudá-la a voltar a vida habitando outro corpo.

Será que esse será mesmo o fim da Condessa Ingrid Palatine Von Marburg?

Por fim, Mercy sequestra uma criança para lhe roubar o sangue e recuperar sua vitalidade novamente. E eu confesso que se ficarem insistindo nos planos de vingança dela contra Mary, na próxima temporada, vou revirar os olhos e achar esse plot pra lá de cansativo. Já deu. Na última cena da temporada temos John despertando ao lado de Mary, e agora é ela quem está morta por ter usado seu sangue para salvá-lo. E ele se desespera.

Eu curti essa temporada, dificilmente não curtiria. Teve uns exageros e um roteiro com menos profundidade em relação à temporada passada e mais fantasioso também, tirando uma coisinha aqui e ali, nada que eu pudesse dizer: “Nossa, que temporada ruim!!!”. Me agradou os embates entre duas bruxas poderosas disputando poder. Apesar do roteiro com menos profundidade, tivemos, em contrapartida, mais agilidade nessa temporada, não foi uma temporada com momentos monótonos. Mencionei pouquíssimo o Isaac nesta review, mas ele está presente em toda a temporada. É um personagem que eu gosto, mas ele teve poucos momentos de destaque que acrescentassem coisas importantes na narrativa, a não ser seu sofrimento por perder a Dollie, vítima dos planos maléficos de Marcy e da Condessa ao ter seu sangue drenado. Espero que ele ainda tenha a chance de vingar a Dollie acabando com a Mercy.

Enfim! Agora é acompanhar os dez episódios da terceira e última temporada para ver o desfecho das bruxas dessa série. Até lá!

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